sábado, 12 de junho de 2010

SEMANA DE EDUCAÇÃO MUSICAL DA UFC

Universidade Federal do Ceará - UFC


Instituto de Cultura e Arte - ICA

Curso de Licenciatura em Educação Musical - CLEM

Promovem:



SEMU 2010

V Semana de Educação Musical

28 de Junho a 02 de Julho










Um dos traços mais marcantes apresentados pela cultura contemporânea é, sem dúvida, a acessibilidade quase infindável a múltiplas práticas de diversas culturas musicais, graças às tecnologias digitais, práticas essas nem sempre disponíveis em outros canais da mídia tradicional. Tal situação coloca todos nós, envolvidos na e pela arte musical, diante de um grande desafio: como as práticas educativas, em suas mais diferentes modalidades e níveis podem se colocar a favor de um processo contínuo de formação de uma consciência voltada para a diversidade.



Assim, ao escolhermos o tema Música, educação e diversidade é por termos a convicção que as práticas educativas musicais devem contribuir para a ampliação do universo sonoro do estudante, incorporando sonoridades de diferentes épocas e lugares. A diversidade do mundo da música compreendendo o familiar/estranho, o perto/distante, o regional/universal, a tradição/experimentação, devem constituir uma perspectiva fundamental para a efetiva democratização da música no contexto escolar.



A V SEMU apresenta uma programação diversificada com oficinas, mesas-redondas e recitais e contará com a participação de professores do Curso de Licenciatura em Educação Musical da UFC, de ambos os campi - Fortaleza e Cariri, bem como de outros cursos do ICA e da FACED, e professores convidados.



A realização da V SEMU na FACED está revestida de um sentido especial pois foi nesta unidade acadêmica que nasceu o Curso de Licenciatura em Educação Musical, e hoje abriga o eixo temático Ensino de Música no seu programa de Pós-graduação.



Finalizando, é importante ressaltar que as atividades da V SEMU estarão abertas a professores e monitores de arte da rede pública e a toda a comunidade interna e externa da UFC, na perspectiva de promover um encontro colaborativo entre a universidade, a escola e a comunidade visando a um processo de formação crítico-reflexiva.





Local de realização da V SEMU:

FACED - Rua Waldery Uchôa, 01 - Benfica



Realização

Curso de Educação Musical - ICA

Centro Acadêmico Izaíra Silvino

PET Educação Musical

PIBID Educação Musical

Bolsistas do CLEM - ICA

Coordenação: Professora Mestre Consiglia Latorre



Percerias

Faculdade de Educação FACED - UFC

Pró-Reitoria de Extensão

Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis

Pró-Reitoria de Graduação

Curso de Educação Musical - UFC Campus Cariri

terça-feira, 1 de junho de 2010

O DESENHO INFANTIL

Ao elaborar uma aula que envolva as artes visuais parece que o objetivo central, da maioria das professoras, é somente o desenvolvimento motor ou como passatempo. Parece haver desconhecimento de que “as crianças têm suas próprias impressões, ideias e interpretações sobre a produção de arte e o fazer artístico.” As crianças são exploradoras e experimentadoras natas. Elas sentem, agem, refletem e constroem novas concepções a partir das suas vivências.
Segundo RCNEI (1998, p. 89) “...as artes visuais devem ser concebidas como uma linguagem que tem estrutura e características próprias...” As crianças devem ser envolvidas num ambiente cuja aprendizagem envolva o fazer artístico, a apreciação e a reflexão. Para isso, as aulas de artes não devem ser apenas coadjuvantes de um conhecimento de outra área, a fim de reforçar os conteúdos estudados. Em conversa informal com uma das professoras da pré-escola, perguntei como ela insere a arte em seu planejamento. A professora descreveu o seguinte: “Era aula sobre as estações do ano. Fiz as explicações sobre elas e mostrei figuras. Depois cada criança recebeu uma folha de ofício para desenhar a estação que mais gostou.” (sic)
A arte tem conteúdos próprios que podem ser absorvidos por crianças de qualquer idade. As professoras desse segmento da Educação Básica necessitam apropriar-se desse conhecimento. Atualmente nas salas de aula da instituição observada, somente o fazer artístico tem espaço, mesmo assim somente como recreação ou avaliação do conteúdo estudado. As aulas de artes visuais na educação infantil poderiam ir além de meras representações das atividades propostas. A criança de creche e pré-escola pode ser estimulada constantemente nos aspectos imaginativos, perceptivos, intuitivos e cognitivos a fim de desenvolver suas competências criativas. É no fazer artístico que a criança desenvolve sua imaginação criadora, sua expressão, sua sensibilidade e sua capacidade estética. Nos primeiros anos de vida, a criança ainda não representa nos seus rabiscos o que ver ao seu redor, mas o movimento repetitivo e mecânico, podem ampliar o conhecimento de seu próprio corpo, do mundo e do próprio desenho.
São muitas as concepções vigentes ainda hoje para o ensino das artes visuais. Há quem defenda e adote as ideias de Friedrich Froebel, cuja concepção pedagógica chamada de diretivista chegou ao Brasil em 1896, onde o ensino de artes visuais para crianças é baseado no treino motor e do olhar. As metodologias giravam em torno de modelos xerocopiados para colorir ou técnicas de desenho, modelagem e pintura. O uso dessa concepção pedagógica desvaloriza e limita a criatividade infantil, impondo-lhe fórmulas para a expressão artística. Paralelamente, há a concepção da livre expressão defendida por Viktor Lowenfeld e John Dewey. Segundo Fusari e Ferraz (1993), essa concepção traz a ideia de que a criança deve criar espontaneamente, sem intervenção direta do professor e sem desafios que incentivem sua capacidade criativa.
Os outros dois aspectos para o desenvolvimento do conhecimento de artes visuais (apreciação e reflexão) são pouco utilizados nas escolas de E.I. Embora não os considerem em suas aulas, algumas professoras da instituição estudada, com as quais conversei, não concordam com suas colegas que parecem ainda subestimar a capacidade perceptiva da criança pequena e não vêem sentido em confrontá-las com imagens de pinturas, desenhos e gravuras. A apreciação de imagens pode se dar a partir de perguntas que instiguem a imaginação, a observação e o interesse das crianças por essas imagens. Nada impede que as crianças sejam apresentadas a obras das diversas épocas da história da arte mundial e conheçam seus autores (RNCEI, 1998). Embora a atenção da criança pequena seja mais curta, é possível manter o interesse dela na observação e apreciação de uma obra de arte. A criatividade da professora é que vai aumentar ou limitar seu interesse. A mesma professora da pré-escola já mencionada, admitiu que nunca pensou em planejar uma aula de arte onde o assunto fosse um pintor e sua obra, a forma como ele usa as cores, as motivações para pintar, os sentimentos envolvidos etc.
A criança pode e deve receber desde cedo a educação para olhar, que a possibilite refletir sobre a obra, quem a fez e porque a fez. Isso se chama fruição. A reflexão, o conhecimento, a emoção, aliados a sensação e ao prazer gerado pelo contato com as produções artísticas são conceitos necessários para a aprendizagem em artes visuais.
Para que isso aconteça é aconselhável que a professora escolha a maior diversidade possível de artistas e obras, e que sejam significativos para as crianças. Por exemplo: artistas como Tarsila do Amaral e Aldemir Martins que utilizavam em suas pinturas elementos do cotidiano como animais, crianças, brincadeiras infantis e objetos da cultura regional com cores e formas exuberantes e atraentes. Contudo, é possível que as crianças tenham acesso também a obras de artistas abstracionistas ou renascentistas. “Nesses casos, há que se observar o sentido narrativo que elas atribuem a essas imagens e considerá-lo como parte do processo de construção da leitura de imagens.” (RCNEI, 1998)
No Rio de Janeiro, o Museu Casa do Pontal tem um projeto de visita guiada para crianças pequenas. O objetivo do projeto é levar a arte popular para dentro das escolas públicas. Os guias são, em geral, arte-educadores que vestem roupas coloridas e dão as boas vindas com um cavaquinho na mão. Segundo Juliana Prado, arte-educadora há 20 anos, a narrativa é muito importante para a compreensão das imagens, especialmente para as crianças pequenas, que se utilizam dela para interpretar o que vêem.
Em Fortaleza, há um projeto semelhante no Museu do Ceará. As professoras e professores recebem uma rápida capacitação antes de levarem seus alunos. As crianças são recepcionadas por Dorinha (personagem de teatro de bonecos criada pelos idealizadores do projeto) que explica o que é um museu, o que é

quinta-feira, 13 de maio de 2010

PROJETO DE MÚSICA, DANÇA E TEATRO

PROJETO: FAZENDO ARTE NA ESCOLA: SOU CRIANÇA, SOU ARTISTA
LINGUAGENS ARTÍSTICAS: MÚSICA, TEATRO E DANÇA
Faixa etária: 1 a 5 anos
Duração: 1º semestre

Justificativa
O mundo é repleto de símbolos e significados que possibilitam grandes descobertas nesta fase da infância. A arte possibilita o desenvolvimento de atitudes essenciais para o indivíduo como o senso crítico, a sensibilidade e a criatividade. A arte faz parte da vida da criança como instrumento de leitura do mundo e de si mesma.
Nossas crianças se encontram na fase do pensamento concreto e faz uso de seus sentidos para enriquecer suas experiências. Este projeto abordará as diferentes linguagens artísticas e fornecerá oportunidades para explorar a música, a dança e o teatro.

Objetivos gerais:
• Comunicar e expressar pensamentos e sentimentos por meio das linguagens da música, teatro e dança;
• Produzir trabalhos de arte utilizando a música, o teatro e a dança;
• Ampliar o conhecimento de mundo, entrando em contato com as diversas formas de expressão artística.

Objetivos específicos:
• Valorizar suas próprias produções e de outras crianças;
• Identificar e utilizar os materiais, instrumentos e técnicas relacionadas com as atividades artísticas;
• Contextualizar algumas obras, conhecendo sobre a vida dos autores,e compositores;
• Observar, apreciar e fazer a releitura das produções artísticas da humanidade, conhecendo obras de representantes da arte brasileira regional e nacional;
• Desenvolver o gosto, a atenção e a sensibilidade em relação á música;
• Interagir e ampliar conhecimento sonoro, expressando oralmente e corporalmente a música através da dança;
• Explorar sons do próprio corpo, do corpo dos outros e de outros elementos;
• Confeccionar e manusear instrumentos musicais;
• Dançar ao som de ritmos variados;
• Dramatizar histórias espontaneamente e sob a orientação da professora.

Atividades previstas:
• Observação e apreciação de obras (músicas e histórias) de artistas nacionais e internacionais;
• Confeccionar instrumentos musicais de sucata;
• Dramatização de história usando fantoches e outros recursos;
• Criação de músicas a partir de outras músicas conhecidas;
• Brincar de roda e cirandas;
• Criação de canções;
• Estudo de elementos musicais (silêncio, ritmo, harmonia, intensidade etc);
• Uso de histórias musicadas: Pedro e o lobo, Os saltimbancos etc, que ouvirão, dramatizarão a estória, desenharão as situações e/ou personagens, cantarão as melodias etc.

Conteúdos
• Obras musicais e de teatro de artistas brasileiros e internacionais;
• Diferentes ritmos musicais;
• Uso do corpo através de movimentos coordenados e livres;
• Coordenação motora fina e ampla;
• Expressão oral e escrita.

Produto final
• Apresentação da bandinha e danças;
• Apresentação das pecinhas montadas pela turma.

Avaliação
Será feita através da observação sistemática e direta da criança, agindo como mediadora de suas conquistas considerando a diversidade de interesses e possibilidades de exploração do mundo pela criança e através de registro para elaboração do relatório individual de cada aluno.

BRINQUEDOTECA



PROJETO BRINQUEDOTECA: Lugar de brincar, aprender e criar
1. JUSTIFICATIVA:
A presença da Brinquedoteca na vida das crianças hoje tem um papel fundamental no desenvolvimento infantil, uma vez que vem proporcionar às crianças a aprendizagem e aquisição de conhecimentos, além do desenvolvimento de habilidades e competências de forma natural e agradável. Outra competência fundamental para a evolução integral da criança é o reconhecimento da vida cotidiana em sociedade e nas relações familiares e o respeito ao espaço do outro.
Assim, a brinquedoteca é um espaço onde o jogo simbólico e de faz-de-conta proporciona uma aprendizagem significativa, onde a criança representa livremente sua realidade e seus desejos.

2. OBJETIVOS :
• Proporcionar oportunidade para que as crianças possam brincar sem cobrança de desempenho;
• Estimular o desenvolvimento da capacidade de concentração e atenção;
• Estimular o prazer pelo faz-de-conta e pelo jogo simbólico;
• Desenvolver as relações pessoais ;
• Estimular a criatividade;
• Valorizar o brinquedo como atividade promotora do desenvolvimento intelectual e social;
• Incentivar o respeito ao outro e o cuidado com os espaços da escola.
• Brincar e criar;

3. DESCRIÇÃO METODOLÓGICA
Na Brinquedoteca serão desenvolvidas atividades lúdicas através de jogos simbólicos (imitação do cotidiano de uma família: os papéis de cada membro da família), brincadeiras populares (esconde-esconde etc.), uso de brinquedos diversos (carros, bonecas, jogo de montar etc.), leitura de livros infantis e construção de jogos e brinquedos utilizando sucata. As crianças constroem seus brinquedos a partir de um tema proposto pela professora e com o material descartável (sucata), elas produzem carros, ônibus, helicóptero, assim além de estimular a criatividade das crianças, as conscientizamos sobre a reutilização de certos materiais para a reciclagem. O faz-de-conta será estimulado através do uso das roupas e fantasias e do reconto de histórias através do teatro de fantoches.

4. CONTEÚDOS ATITUDINAIS:
• Valores: respeito, solidariedade, cooperação, amizade etc;
• Ludicidade;
• Motricidade;
• Linguagem oral e escrita;
• Criatividade e imaginação.

5. CONTEÚDOS:
• Valorização das relações familiares;
• Os membros de uma família e seus papéis;
• Os cômodos de uma casa;
• Os diferentes tipos de moradias;
• Conto e reconto de histórias;
• Amizade e cooperação;
• etc

6. AVALIAÇÃO:
Deverá ser formativa, contínua e processual, através de observação .


“Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. É uma arte,
um dom natural que, quando bem cultivado, irá contribuir, no futuro, para a eficiência e o
equilíbrio do adulto. A Brinquedoteca favorece a ludicidade, tão importante para a saúde mental
do ser humano, resgatando um espaço para a expressão mais genuína do ser, é o espaço do
exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos.”

domingo, 11 de abril de 2010

IDEIAS PARA TRABALHAR ARTE COM CRIANÇAS PEQUENAS - PARTE II




Esse é o projeto de artes que foi aplicado no CEI CENTRO DE ESTIMULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL - CEDI que atende crianças de 1 a 5 anos:

PROJETO: FAZENDO ARTE NA ESCOLA: SOU CRIANÇA, SOU ARTISTA
Faixa etária: 1 a 5 anos
Duração: 03 meses

Justificativa
O mundo é repleto de símbolos e significados que possibilitam grandes descobertas nesta fase da infância. A arte possibilita o desenvolvimento de atitudes essenciais para o indivíduo como o senso crítico, a sensibilidade e criatividade. A arte faz parte da vida da criança como instrumento de leitura do mundo e de si mesma.
Nossas crianças se encontram na fase do pensamento concreto e faz argo uso de seus sentidos para enriquecer suas experiências. Este projeto abordará as diferentes linguagens artísticas e fornecerá oportunidades para explorar as artes visuais, a música, a dança e o teatro.

Objetivos gerais:
• Comunicar e expressar pensamentos e sentimentos por meio de todas as linguagens das artes visuais, música, teatro e dança;
• Produzir trabalhos de arte utilizando todas as linguagens da arte;
• Ampliar o conhecimento de mundo, entrando em contato com as diversas formas de expressão artística.

Objetivos específicos:
• Valorizar suas próprias produções e de outras crianças;
• Identificar e utilizar os materiais, instrumentos e técnicas relacionadas com as atividades artísticas;
• Contextualizar algumas obras, conhecendo sobre a vida dos pintores, sua época e local onde viveram;
• Observar, apreciar e fazer a releitura das produções artísticas da humanidade, conhecendo obras de representantes da arte brasileira e internacional;
• Desenvolver o gosto, a atenção e a sensibilidade em relação á música;
• Interagir e ampliar conhecimento sonoro, expressando oralmente e corporalmente a música através da dança;
• Explorar sons do próprio corpo, do corpo dos outros e de outros elementos;
• Confeccionar e manusear instrumentos musicais
• Dançar ao som de ritmos variados;
• Dramatizar histórias espontaneamente e sob a orientação da professora.

Atividades previstas:
• Observação e apreciação de obras de arte de artistas nacionais e internacionais;
• Experimentação de diferentes técnicas de desenho e pintura;
• Esculpir em argila;
• Confeccionar instrumentos musicais de sucata;
• Visita ao museu do Centro Cultural Dragão do Mar;
• Dramatização de história;

Conteúdos
• Obras de arte de autores nacionais e internacionais;
• Diferentes ritmos musicais;
• Uso do corpo através de movimentos coordenados e livres;
• Coordenação motora fina e ampla;
• Expressão oral e escrita.

Produto final
• Exposição dos trabalhos de artes visuais;
• Apresentação da bandinha e danças;
• Apresentação das pecinhas montadas pela turma.

Avaliação
Será feita através da observação sistemática e direta da criança, agindo como mediadora de suas conquistas considerando a diversidade de interesses e possibilidades de exploração do mundo pela criança e através de registro para elaboração do relatório individual de cada aluno.

IDEIAS PARA TRABALHAR ARTE COM CRIANÇAS PEQUENAS

Como a criança pequena aprende arte? Algumas sugestões de aulas da revista Nova escola para uma aula de música e ritmo:
Ritmo de aprendizado
Faixa etária
0 a 3 anos
Conteúdo
Linguagem musical e expressão corporal
Objetivo

Estimular a percepção dos sons e as habilidades musicais.

Tempo estimado
30 minutos, uma ou duas vezes por semana.

Materiais necessários
Instrumentos de percussão, sucatas que produzam som, guizos e CDs.

Organização da sala
Em roda.
Conteúdo relacionado
Desenvolvimento

Atividade 1

Algumas cantigas e brincadeiras de roda convidam à marcação do pulso básico ou do tempo forte da música.
Palma, palma, palma (bater palmas no tempo forte)
Pé, pé, pé (bater o pé no chão)
Roda, roda, roda (rodar no lugar)
Caranguejo peixe é! (no é, agachar no chão)

Outras propõem uma experiência rítmica.
Rá, rá, rá, a minha machadinha,
Rá, rá, a minha machadinha,
Quem te pôs a mão sabendo que és minha?
Quem te pôs a mão sabendo que és minha? (rodar de mãos dadas)
Se tu és minha eu também sou tua,
Se tu és minha eu também sou tua,
Pula machadinha para o meio da rua
Pula machadinha para o meio da rua
(pular para o meio da roda)
No meio da rua não hei de ficar
No meio da rua não hei de ficar
Pula machadinha para o teu lugar
Pula machadinha para o teu lugar
(pular de costas para seu lugar original na roda)

Atividade 2

O ritmo está presente também no falar, nos poemas e nas parlendas.
Chuva, chuva, chuvisquinho
Sua calça tem furinho
Chuva, chuva, chuvarada
Sua calça está furada

Atividade 3

A roda começa girando devagar e acelera até chegar ao dez
A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho
Bota um, bota dois, bota três, bota
quatro ... bota nove, bota dez! (todos se agacham)

Atividade 4

Estimule o acompanhamento de canções com palmas, brinquedos ou instrumentos musicais feitos com sucata ou objetos do cotidiano. Eles foram chamados pela pesquisadora argentina Judith Akoschky de ¿cotidiáfonos¿, pois são construídos com base no que se tem disponível. São dessa categoria peças como maçanetas ou torneiras (percutidas com ferrinhos, emitem um som metálico e bonito), guizos (amarrados com fita nos pulsos ou tornozelos, tocam quando movimentados) e radiografias (quando agitadas, produzem um barulho engraçado).

Avaliação
Não espere uma coordenação rítmica exata nas atividades. Esse ainda não é o objetivo nessa faixa etária. O mais importante é proporcionar a experiência de fazer música e compartilhá-la com os amigos em momentos de alegria e sensibilidade.